Lições Bíblicas: “Deus abomina a soberba”

Lição 5 — 4.° trimestre de 2014

Inicie a aula passando aos alunos algumas informações sobre o pecado da soberba. Este vídeo do History Channel, de uma série sobre os pecados capitais, contém ótimo material. Assista-o e anote tudo que julgar interessante para a sua aula:

A prova da soberania divina (Dn 4.1-3)

O fato de Nabucodonosor ser chamado “servo” em Jeremias 25.9 não significa que ele fosse um homem temente a Deus. É chamado assim porque estava servindo a um propósito divino. Dake explica que ele “era servo de Deus comissionado para punir Judá e muitas outras nações no mesmo sentido que Ciro foi pastor de Deus para punir a Babilônia e permitir que Israel voltasse para sua própria terra após os 70 anos [de exílio]”.

Deus fala novamente a Nabucodonosor por meio de sonhos (Dn 4.4-9)

Os alunos talvez queiram saber de que se tratava a doença de Nabucodonosor. A Bíblia de estudo arqueológica traz esta explicação:

A doença descrita em Daniel 4.22-34 parece ter sido uma desordem mental psicótica. O começo típico desse tipo de enfermidade acontece no final da vida e pode durar de meses a anos, diminuindo espontaneamente, sem haver recaída. A licantropia, doença que faz o paciente se imaginar como um lobo, é uma dessas desordens. A condição de Nabucodonosor denota a boantropia — comportamento como o de um boi. Entretanto, o relato do incidente pode estar relacionado a uma personagem da Epopeia de Gilgamés. Esse mito, conhecido da biblioteca de Assurbanipal (668-626 a.C.), relata que Enkidu, um selvagem, criatura semelhante a um animal peludo, não vestido e que comia grama, se tornou civilizado — a antítese do que seria esperado de um culto e autossuficiente construtor de cidades, como Nabucodonosor. Pouco se sabe dos últimos anos de Nabucodonosor no poder. Os sete “tempos” ou períodos (4.16,23,32) da doença podem representar anos, meses ou várias outras unidades de tempo. Se a doença durou sete anos, então seu início deve ter sido no fim do reinado de Nabucodonosor, após a conclusão de seus numerosos projetos de construção.

A pregação de Daniel

Nabucodonosor era dominado pela soberba. Ele tinha orgulho principalmente da cidade da Babilônia, a qual ele transformara numa capital magnífica. Só o seu palácio ocupava uma área de cerca de 200 mil metros quadrados. Os tijolos usados nas edificações traziam inscrito o seu nome. Aliás, um desses tijolos pode ser visto no Brasil (leia aqui). Ele não atendeu ao conselho de Daniel e sofreu o castigo. Mas funcionou, como atesta Alan R.Millard no Comentário bíblico NVI:

A doença durou o tempo anunciado e teve o seu efeito desejado. O rei orou a Deus, e foi restaurado à sanidade, sendo o reconhe­cimento da preeminência de Deus o único caminho para a sanidade de qualquer homem. O louvor que Nabucodonosor presta a Deus amplia as suas palavras iniciais: o governo de Deus não é limitado pela morte, nem os seus desejos, contrariados por seus súditos. Vendo que ele estava no seu perfeito juízo, aperfeiçoado, aliás, os nobres mostraram-se ansiosos por uma audiência, e a reputação do rei melhorou. Todo o propósito da enfermidade foi concluído com a declaração final do rei.

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 6 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

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2 comentários em “Lições Bíblicas: “Deus abomina a soberba”

  1. Judson,

    Também é interessante como Deus, em Sua soberania, pode utilizar os comportamentos mais perversos dos homens para executar Seus planos. Deus usa a soberba de Nabucodonosor para executar juízos contra as nações, e mais tarde pune Babilônia pela sua arrogância.

    Estudando a respeito disso, vi John Piper afirmar que Satanás pode ser um instrumento do Senhor para santificar os crentes. Realmente isto é maravilhoso: saber e perceber o controle completo de Deus sobre todas as coisas, e a forma como Ele trabalha é fantástica.

    Um grande abraço e, mais uma vez, muito obrigado!

    Renato Patrick

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  2. Muito útil o comentário e o vídeo também é muito interessante, Só acho que no final o que deveria ser chamado de amor próprio é definido como soberba. Amor próprio eu acho mesmo indispensável para qualquer pessoa, “amai ao próximo como a ti mesmo”. Já a soberba não nos permite essa igualdade, ela nos eleva nossos interesses acima de qualquer “próximo”.
    Você acha que há mesmo essa distinção entre soberba e amor próprio(ou auto-estima)?

    Também prefiro fazer a distinção. A soberba seria o amor próprio exagerado.

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