Lições Bíblicas: “A queda do Império Babilônico”

Lição 6 — 4.° trimestre de 2014

Como introdução à aula, sugiro que você adapte a postagem publicada por Daladier Lima (leia aqui).

O festim profano de Belsazar

A agenda mundial que aos poucos vai reconfigurando o mundo e nos introduzindo na era pós-cristã tem servido de pretexto para atacar tudo que os cristãos consideram mais sagrado. Assim como Belsazar trouxe os utensílios do Templo para uma orgia com gays e prostitutas, os valores cristãos estão sendo arrastados para os ambientes mais vis da humanidade a fim de servir aos baixos instintos de almas doentias e quase animalescas. Vivemos a era da blasfêmia.

A celebração do que era justo e bom está sendo substituída pela bestialidade no pensar e no agir. Está em pauta uma inversão de valores em escala mundial, e bandeiras como a correção política, o combate ao preconceito e o direito à vida vêm a representar exatamente o contrário. É o reino da mentira e da perversão, que louva os deuses do paganismo. O mundo está virando um festim profano, e todos os governantes querem ser Belsazar.

O mundo pós-cristão não será laico nem composto por pessoas sem preconceito, como anunciam os seus proponentes, mas por gente sem caráter e sem honra, “ofendidos” e covardes, marionetes de mente cauterizada e coração enegrecido pela ausência da iluminação divina.

Para alguns simples exemplos do que o mundo está se tornando, leia estes artigos: O politicamente “correto” e a promoção da covardia; Uma geração de mariquinhasUma aula de covardia: alunos são incitados a pisar no nome “Jesus”. (Perdoem-me pelo tom exacerbado desses artigos e deste parágrafo, mas a Palavra e o nome de Deus são preciosos demais para mim, e às vezes é difícil conter a irritação ao escrever sobre o assunto. Foi o que aconteceu nesses casos.)

O irrevogável juízo de Deus

Antônio Neves de Mesquita assim descreve a cena da mão misteriosa:

Somos informados pela arqueologia que as paredes do palácio eram revestidas de pintura branca, o que lhe dava grande realce face à luz dos candelabros. Nessa altura, já todos meio tontos do vinho, é quando aparece na caiadura da parede a mão de homem escrevendo, e o rei via os dedos que estavam escrevendo (v. 5). Um pavor e assombro se apossou de todos os convivas, correndo cada qual para um lado, procurando esconder-se daquela mão misteriosa, que tinha ido estragar a festa. Podemos imaginar o que seria o estupor na sala, em gente supersticiosa, e mesmo em quem não fosse. Teriam perguntado uns aos outros o que seria aquilo. O medo do rei era tal que as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro (v. 6); uma viva descrição de quem assistiu de perto à cena tétrica e pavorosa.

A sentença contra Belsazar e a queda de Babilônia (5.22-28)

J.  Dwight  Pentecost, citado por Champlin, explica o significados das palavras escritas na parede:

MENE, substantivo aramaico que se refere a um peso de 50 siclos (uma mina, igual a 567,5 g de peso). Deriva-se do verbo menah, “numerar”, “computar”. TEQUEL é um substantivo que se refere a um siclo (28,35 g). Vem do verbo teqel, “pesar”. PARSIM é um substantivo que significa meia mina (25 siclos, ou seja, 283,75 g de peso). Deriva-se do verbo peras, “dividir pelo meio”. A palavra uparsin significa “e parsim” (u é a partícula conectiva “e”).

Agora com as próprias palavras, Champlin comenta:

Embora as próprias palavras fossem tomadas para referir-se a pesos, podendo simbolizar algo como o julgamento político e a justiça popular, a elas foi dada uma direção inteiramente nova, que se aplicava direta­mente ao próprio rei. Preservada na questão dos pesos está a balança que pesara o rei e o achara leve demais para poder derrubá-lo. Em outras palavras, ele era tão leve que o Vento de Deus estava pronto a soprá-lo para longe como se fosse feito de palha. Ele era apenas um saco de vento profano. Não tinha subs­tância que atraísse o favor divino.

Lembre os alunos de que o julgamento de Deus nem sempre é imediato. Muita coisa está guardada para o dia do Juízo Final (leia aqui algo mais sobre o assunto).

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 7 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

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Um comentário em “Lições Bíblicas: “A queda do Império Babilônico”

  1. Que Deus continue lhe abençoando caro irmão, seus comentários são muitos precisos e objetivos sem muito rodeio, este blog é parada obrigatória quando estou preparando minha aula.
    Graça e Paz.

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