E a nossa cidadania?

Já escrevi em outra postagem que os crentes brasileiros não estão preparados para exercer plenamente a sua cidadania. Temos muitos motivos para estar indignados e tantos outros para estar preocupados. Eu mesmo já escrevi uns comentários inflamados, os quais, reconheço, tiveram o efeito de um traque num bombardeio. Mesmo assim, valeram como desabafo.

Nos últimos tempos, acompanhei como pude os fatos políticos da nação e senti o coração fervendo a cada novo escândalo, a cada mentira abonada por maciça doutrinação midiática, a cada inversão de conceitos ou perversão de valores, principalmente quando acompanhada da abominável cumplicidade de certos cristãos.

O amor natural pela terra em que nasci me faz desejar dias melhores para a nação, e esse é sem dúvida o sentimento de qualquer pessoa que ainda conserve um mínimo de decência. Então vi o povo crente a protestar e a gritar cada vez mais alto pelos seus direitos. Tudo bem. Menos alienação é bom. Mais participação na vida do país é bom. O esforço para mudar uma situação ruim é louvável.

Mas nesse ponto lembro que temos uma segunda cidadania, e vejo na prática os cristãos brasileiros cada vez mais alienados da realidade espiritual ao tentar pelos próprios esforços, com os seus “representantes” e manobras políticas, mudar uma situação da maneira mais difícil. Isso porque pertencemos ao reino celeste e temos o Aliado mais poderoso que se possa imaginar, porém tendemos cada vez mais a confiar na cana quebrada dos recursos humanos.

Nossas “santas” militâncias, longe de refletir um cristianismo saudável, não passam de arlequins desesperados a afirmar virtudes que há muito deixaram de ser cultivadas. Passaram anos infamando a Constituição celestial com a sua soberba, ganância e negligência e agora querem posar de paladinos da verdade, mas não  passam de meros  bufões na corte dos corruptos.

E, se chegamos a essa situação, é justamente porque negligenciamos a nossa plena cidadania celeste. Não fosse isso, talvez não estivéssemos vendendo a alma ao “Egito” para garantir as migalhas da cidadania terrestre.

Não sei o que pensam os meus poucos e fiéis leitores, mas após essas conclusões propus a mim mesmo dar à minha cidadania celestial o valor que ela merece, não importa quão ruim fique o país ou o mundo. A melhor cidadania da terra há de ser aquela influenciada pela cidadania do céu. Conclamo-os a fazer o mesmo.

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