Lições Bíblicas: “Integridade em tempos de crise”

Lição 7 — 4.° trimestre de 2014

Neste comentário, apresento diversas informações interessantes em torno do conhecidíssimo episódio de Daniel na cova dos leões, que com certeza irão enriquecer a sua aula.

Daniel, um homem íntegro em um meio político corrupto (Dn 6.1-6)

Uma informação importante de Lawrence O. Richards sobre o rei Dario:

O “Dario” de Daniel 6 provavelmente é um vice-rei que governou o impé­rio enquanto Ciro, seu conquistador, estava fora em campanha militar. Nada se sabe sobre ele, com base nas fontes seculares agora disponíveis, mas 9.1 diz que ele “foi constituído rei”, o que sugere que, apesar de seu título, ele estava sujeito a outra autoridade supe­rior, assim como os reis de Judá estiveram, durante suas últimas décadas, sujeitos aos babilônios.

No Novo comentário bíblico São Jerônimo, temos a informação de que “o rei persa, Dario I, instituiu de fato uma boa reorganização de seu vasto império, mas o número de sátrapas (grandes províncias) que ele estabeleceu não era nunca maior que trinta. O escritor está usando o termo “sátrapa” em um sentido amplo para incluir vári­os oficiais inferiores que governaram as sub­divisões das satrapias [cf. Et 1.1; 8.9]”.

Convém esclarecer que o Dario de Daniel 6, conhecido como Dario, o Medo, não é Dario I, este conhecido como Dario, o Grande. Dario I  reinou de 521 a 486 a.C. e foi o quarto regente do Império Persa, o terceiro depois de Ciro. É o Dario dos tempos de Esdras (cf. Ed 4.5 etc.) . Dario, o Medo, era contemporâneo de Ciro, e há quem pense que seja o próprio Ciro.

Daniel, um homem íntegro que não transigiu com sua fé em Deus (Dn 6.10-16)

Entenda os fatos que envolveram a conspiração, segundo Allan R. Millard (Comentário bíblico NVI):

O governo persa estimulava as religiões dentro das suas fronteiras […]. O rei tinha funções sacerdotais em virtude do seu ofício; seria necessária a intervenção de altas autoridades para modificar a norma. Por isso, os inimigos de Daniel agiram com muita astúcia. Eles lisonjearam o rei ao evitar que qualquer pessoa fizesse um pedido que não fosse por intermédio dele, produzindo assim uma demonstração da autoridade dele em todas as esferas; os seus delegados seriam impotentes, como também os seus sacerdotes, sendo o rei o único mediador com o céu. Um prazo de 30 dias seria tempo suficiente para os conspiradores, e tornaria a proposta mais aceitável ao rei, pois não se estaria introduzindo um costume novo. Nesse período, o decreto seria obrigatório conforme a lei dos medos e dos persas, que não pode ser revogada. O uso de uma palavra persa para “lei”, dat, pode sugerir um conceito novo, talvez essa qualidade da irrevogabilidade; ela já foi usada acerca da lei de Deus (v. 5) e do decreto de Nabucodonosor (2.9 etc.), e é regularmente usada em Esdras e Ester. Recentemente, essa palavra foi encontrada numa inscrição aramaica pela qual o sátrapa da Lícia estabeleceu uma nova religião, conferindo às suas orientações o status de lei.

Daniel na cova dos leões (Dn 6.16-24)

Os alunos podem perguntar como era a cova dos leões. Joyce G. Baldwin explica:

A cova dos leões [tinha] duas entradas, uma rampa pela qual os animais entravam, e um buraco na extremidade superior, pelo qual normalmente eles seriam alimentados. Quer Daniel fosse lançado do alto ou pelo lado, só haveria uma saída, a menos que al­guém baixasse uma corda. Foi provavelmente para evitar isto que foi tra­zida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu pró­prio anel, e com o dos seus grandes [v. 17]. Com isso, nenhum dos dois par­tidos poderia agir independente do ouíro, estando descartada a possibilidade de alguma intervenção clandestina (cf. Mt 27.66).

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 8 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

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3 comentários em “Lições Bíblicas: “Integridade em tempos de crise”

  1. Judson,

    Nossa aula foi bastante proveitosa. Comentamos bastante a respeito de como Daniel destacou-se tanto no Império Babilônico quanto no Medo Persa com alguém que possuía “um espírito excelente”. Em tempos de crise moral e espiritual, fica este exemplo para nosso governantes, especialmente aqueles da chamada “bancada evangélica”.

    Muito obrigado!

    Um forte abraço!

    Muito grato pelo retorno, Renato.

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  2. Até o momento ainda não entendi essa parte da lição: “Nabucodonosor – Medo-Persa capítulos 1-4
    Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram lançados na fornalha ardente; Nabucodonosor tornou-se insano por 7 anos. ” a parte que diz Nabucodonosor-Medo-Persa! Se tiveres como, gostaria muito a sua ajuda Irmão Judson.

    Cristiano, trata-se apenas do conteúdo dos 4 primeiros capítulos de Daniel. Os capítulos de 1 a 3 narram a história de Daniel e seus amigos na corte babilônica, e o capítulo 4 relata a doença de Nabucodonosor.

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  3. Gostei da parte da cronologia, outro detalhe que não se presta atenção é que Belsazar era Neto de Nabucodonosor Dn 5.2 (pelo que estou lembrado).

    Geograficamente Babilônia o primeiro império do Mundo, Houve no passado um rei chamado Ninrode, poderoso caçador contra Deus (segundo Daniel Lopez), edificou uma torre para evitar que os homens fossem destruídos por um novo dilúvio (segundo o wikipedia), era caçador de homens prendia e trancava dentro das muralhas (segundo o site panoramabiblico).

    Um abraço.

    Obrigado por compartilhar essas informações, Flavio.

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