Lições Bíblicas: “O prenúncio do tempo do fim”

Lição 9 — 4.° trimestre de 2014

Esta lição versa sobre o capítulo 8 de Daniel, que “contém mais predições a respeito do segundo e o terceiro império mundial, referidos nos capítulos 2 e 7, ou seja, os impérios Persa e Grego. […] O Império Persa, representado em 7.5 como um urso devorador, é apresentado aqui como um carneiro de dois chifres (v. 3,4), visto que o império era uma coalização de medos e persas. O Império Grego foi retratado em 7.6 como um leopardo com quatro cabeças. Aqui, é retratado como um bode veloz com um grande chifre,  avançando furiosamente a partir do oeste [Ocidente]. O chifre enorme é quebrado e substituído por quatro chifres” (H. H. Halley).

A visão do carneiro e do bode (Dn 8.3-5)

Sobre os dois principais “chifres” (“pontas”, na ARC) aqui representados, W. W. Wiersbe comenta:

Ciro e seus exércitos deram “marradas para o Ocidente, e para o Norte, e para o Sul” e derrotaram seus inimigos, tomando a Líbia, o Egito e toda a Ásia Me­nor e chegando até a índia, criando o maior império do Oriente antigo até Alexandre, o Grande. Uma vez que suas conquistas fo­ram consolidadas, Ciro atacou a Babilônia e tomou-a em 539 a.C.

O grande chifre que saía da cabeça do animal era Alexandre, o Grande, que liderou o exército grego em vitórias con­secutivas e estendeu o império para muito além das fronteiras que Ciro havia alcança­do com o exército persa. Mas o chifre foi quebrado, pois Alexandre morreu na Babi­lônia em junho de 323 a.C., aos 33 anos de idade, e seu vasto império foi dividido entre quatro de seus líderes, simbolizados pelos quatro chifres que surgiram (ver Dn 7.4-7; 11.4). No entanto, as conquistas extraordiná­rias de Alexandre foram mais do que troféus de batalha, pois cumpriram os propósitos de Deus na Terra e ajudaram a preparar o mun­do para a vinda de Cristo. Em primeiro lugar, Alexandre deu cabo da influência oriental que ameaçava tomar o mundo ocidental. Ao mesmo tempo, “sacudiu o mundo antigo até seus alicerces” e “compeliu-o a renovar sua forma de pensar”. Ao propagar a cultura e a língua gregas, ajudou a unir os povos, e o grego comum (coinê) acabou tornando-se a língua do Novo Testamento.

A identidade das quatro “pontas” é lembrada por Severino Pedro da Silva:

As quatro pontas notáveis do texto em foco, compreendem também, as quatro “asas” que o “Leopardo” trazia em suas costas (Dn 7.6). Na simbologia profética [de] 7.6, elas compreendem os quatro generais que se “levantaram” depois da morte de Alexan­dre, que são: 1) Ptolomeu. 2) Seleuco. 3) Antípater e 4) Filétero. Esses generais, após a morte de Alexandre Magno, fundaram quatro realezas para os quatro ventos do céu: Egito (Ptolomeu), Síria (Seleuco), Macedônia (Antípa­ter), e Ásia Menor (Filétero). Eles foram, de fato, gover­nantes “notáveis”, mas não atingiram a glória de Alexan­dre.

O chifre pequeno (Dn 8.9)/ Antíoco Epifânio, o protótipo do Anticristo

Considere este comentário de Tokunboh Adeyemo sobre o cumprimento dessa profecia:

Gabriel interpretou o que Daniel tinha visto (8.15,16). Começou  enfatizando que a visão se referia ao tempo do fim (8.17), ao tempo determinado (8.19), a dias ainda mui distantes (8.26). Alguns comentaristas inter­pretam isso como uma referência à época em que Antíoco IV Epifânio tiranizou a terra santa e cumpriu as profecias com respeito ao pequeno chifre, resultando na revolta dos macabeus no segundo século a.C. 0 problema com essa concepção é que a tirania de Antíoco não marcou o fim do sofrimento dos judeus, nem levou a efeito a vinda de Cristo e sua crucificação, que é outra interpretação da frase. Pare­ce que é melhor ver a tirania de Antíoco como cumprimento parcial da visão na história, enquanto seu pleno cumpri­mento aguarda um futuro anticristo (Ap 11.2,3; 13.3-9; 17.7-14) que atacará Israel como nação, seu príncipe, o Senhor Jesus Cristo, e seu templo no tempo final.

Este complemento é de Severino Pedro da Silva:

A “terra formosa” de que fala o texto, é Israel (Jr 3.19). Antíoco Epifânio, durante o seu governo, cresceu muito para o “sul e para o oriente”, ou se­ja, para o Egito e a Mesopotâmia, respectivamente. Po­rém, depois virou-se para a “terra formosa”, ou seja, para a Palestina, especialmente Israel. No capítulo 11.16 deste livro, essa terra é chamada de “terra gloriosa”. Isso sem dúvida alguma, como já ficou demonstrado, refere-se à ter­ra de Israel pela sua fertilidade e excelência. Ela, de fato, é “uma terra que mana leite e mel, e é a glória de todas as terras” (Ez 20.6). Evidentemente, é por isso que ela é chamada de “terra desejada” pelos profetas do Senhor (Zc 7.14). O Anticristo também, durante os dias sombrios da Grande Tribulação, armará suas tendas (fortalezas de guerra) na terra gloriosa (Dn 11.45). Mas ali, no vale do Armagedom, ele encontrará o seu fim: Cristo o aniqui­lará!

O autor não dá muitos detalhes da biografia de Antíoco Epifânio, porque essa personagem histórica será estudada na lição 12.

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 10 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

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