Lições Bíblicas: “As Setenta Semanas”

Lição 10 — 4.° trimestre de 2014

Este comentário de William MacDonald pode ser desenvolvido e usado como introdução:

[Daniel] confessa seu pecado e as iniquidades de seu povo (daí usar a primeira pessoa do plural) e pede que o Senhor cumpra suas promessas acerca de Jeru­salém e do povo de Judá. Em resposta às orações de Daniel, Deus lhe concede a revelação extremamente importante das “setenta semanas”, considerada a “es­pinha dorsal da profecia bíblica”. Daniel baseou suas petições no caráter de Deus (sua grandeza, temibilidade, fidelidade, justiça, mi­sericórdia e perdão) e em seus interesses (teu povo, tua cidade, teu santo monte, teu santuário).

Daniel intercede a Deus pelo seu povo (Dn 9.3-19)

Nesta seção, merece destaque o tema da confissão, como faz Severino Pedro da Silva:

A confissão é a expressão pública da fé. Enquanto o testemunho se dirige aos homens, a confissão dirige-se a Deus, num movimento espontâneo de gratidão e louvor. No Novo Testamento, a “confissão” possui três significados especiais: 1) Louvar ou celebrar. 2) Proclamar o Senhor e sua libertação. 3) Reconhecer as próprias cul­pas. Nessa parte da Bíblia, a palavra traduzida por “con­fessar” significa, inicialmente, “entrar em conciliação, concordar sobre uma base comum”. Daniel, o grande servo de Deus, não se sentia culpado, mas, mesmo assim, não se dava por justificado. (Ver Rm 8.33). Ainda no N.T., a confissão acompanha o ministério do Senhor Jesus Cristo (Lc 5.8; 19.8), e está em parábolas por Ele proferidas. (Veja Lucas 15). Acompanha também o ministério apostólico. (Ver Jo 20.23; At 19.18). Faz também parte das recomen­dações apostólicas (1 Jo 1.9; Tg 5.16).

Deus revela o futuro do seu povo (Dn 9.24-27)

Stanley M. Horton argumenta sobre o item d desta seção:

A maioria dos premilenistas, inclusive os dispensacionalistas e os não dispensacionalistas, identificam a Tribu­lação com a Septuagésima Semana (período de sete anos) de Daniel 9.27. Depois de o Messias ser “tirado” (Dn 9.26), “o povo do príncipe, que há de vir” destruiria a cidade de Jerusalém e o Templo. Essa profecia foi cumpri­da em 70 d.C, sendo os romanos o povo em pauta. O versículo seguinte (Dn 9.27) passa a falar de um governante que virá e fará um concerto com Israel, que ele mesmo violará depois de três anos e meio. Em seguida, ele há de se declarar o próprio Deus, proibindo a adoração ao Se­nhor (cf. 2Ts 2.4). Alguns supõem que a Septuagésima Semana deu-se ime­diatamente após a morte de Jesus. Mas os romanos não fizeram nenhuma aliança com Israel naquela ocasião. Nem Tito o fez no ano 70 d.C. A profecia também não foi cumpri­da nem os sinais que Jesus profetizou foram cumpridos na destruição de Jerusalém em 70 d.C. O Antigo Testamento, nas suas profecias, frequentemente dá um pulo por cima de toda a Era da Igreja. (Compare Zc 9.9,10 onde o v. 9 trata da Primeira Vinda de Cristo, ao passo que o fim do v. 10 pula adiante para sua Segunda Vinda, sem indicar o período interveniente). Não é, portanto, contrário à exegese sadia entender que a Septuagésima Semana de Daniel ainda está no futuro.

Os propósitos da Septuagésima Semana (Dn 9.27)

Confira a lista de Roy E. Swim quanto aos objetivos da Septuagésima Semana:

O ministério e o tempo do Messias (9.24-25). Alguns intérpretes limitam o escopo das setenta semanas ao povo de Israel, à terra da Palestina e à cidade de Jerusalém. Parece que para essa terra e esse povo há uma relevância especial nessa mensagem porque a primeira parte da frase diz: Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade (24). Mas, à medida que a mensagem se desen­volve, torna-se claro que essa frase tem uma conotação inclusiva e não exclusiva. O pla­no de Deus por meio do Messias é, de fato, para Israel, e os eventos da redenção ocorrem na Palestina e em Jerusalém. Mas na salvação de Israel está incluída a salvação de todos (Rm 11.1,11-12,25-26). Porque a salvação somente ocorre por meio de Cristo, quer seja judeu, quer gentio. […] Dentro da totalidade das sete semanas simbó­licas deve ocorrer uma obra completa de redenção. Parece que em relação ao tempo, essa obra se estenderá mesmo além das desolações, “até a consumação” (27), isto é, até o fim desse mundo. Além disso, visto que a chave dessa passagem é o Messias, é evidente que essa obra é a obra do Messias. Encontramos seis aspectos da obra de redenção do Messias no versículo 24: 1. Acabar com a transgressão. 2. Dar fim ao pecado. 3. Operar a reconciliação devido à iniquidade. 4. Trazer uma justiça eterna. 5. Selar a visão e a profecia. 6. Ungir o Santo dos santos.

Nota: Deixe o seu comentário, esse retorno é importante para mim. Se quiser compartilhar algo sobre o assunto desta lição com os outros professores, fique à vontade para usar este espaço.

Lição 11 (aguarde).

BIBLIOGRAFIA

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4 comentários em “Lições Bíblicas: “As Setenta Semanas”

  1. muito bem explicado para mim que sou novo convertido me ajudou muito a entender a liçao parabens

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