Nosso testemunho é confiável? (reedição)

Os advogados costumam dizer que a testemunha é a prostituta das provas, tal a facilidade com que pode ser comprada ou manipulada. No entanto, ninguém pode negar o poder do testemunho. Uma inquirição bem conduzida pode ser determinante para um veredicto, ainda que a verdade não tenha sido de fato apurada. A testemunha desacreditada, ainda que tenha revelações importantes, pode pôr um caso a perder (já assisti a centenas de episódios de Lei & ordem, sei o que estou dizendo).

Não por acaso, a última de declaração de Jesus aos discípulos, antes da ascensão, foi que eles seriam testemunhas dele. Seus seguidores receberam a importante incumbência de dar ao mundo um depoimento confiável, expresso em atos e palavras, da realidade de Cristo. Portanto nós, cristãos, precisamos convencer o mundo de que tudo que ele disse é verdade.

Quando damos mau testemunho, cometemos dois pecados: a perversão de nós mesmos e a difamação do verdadeiro evangelho. Quando isso acontece, o nosso sal não tem o efeito de preservar o mundo da corrupção, mas de tornar estéril a boa terra.

Não é novidade que a cultura gospel, com seus slogans triunfalistas, seus artefatos ungidos, seus ícones ambíguos e sua descarada imitação do mundo, hoje constitui a vitrine mais chamativa aos olhos do universo descrente, mas não apresenta de forma alguma um testemunho plausível da realidade de Cristo.

Celebridades “convertidas” dizem que não se arrependeram de nada do que fizeram no passado. Pastores chamam mais a atenção pelos bate-bocas com os seus pares que pela mensagem poderosa, sem falar de sua vergonhosa relação com o dinheiro. Os concílios viraram feira de vaidades. E o povo nada fica a dever aos seus líderes: em vez de testemunhar, o rebanho especializou-se em dar vexame.

Os depoimentos confusos e contraditórios estão convencendo o júri do mundo de que Jesus é um oportunista, não um Salvador; um banqueiro ganancioso, não um ministrador da graça; uma trilha secundária para o céu, não o único caminho; um rótulo de conveniência, não um nome de família espiritual; um discurso ultrapassado, não a Palavra da Verdade.

Triste constatação: Cristo nos confiou um testemunho, e nos tornamos seus detratores.

É hora de resgatar a confiança que Cristo depositou em nós e mostrar ao mundo quem ele de fato é, por meio do testemunho da verdade, da consciência, das boas obras e da boa confissão, para que até os inimigos reconheçam, mesmo a contragosto, que o nosso testemunho é confiável, verdadeiro. Se ainda assim nos condenarem, que seja pela mentira que os governa, não pela verdade que está em nós.

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