Nada que um batismo não resolva

Nos tempos da colonização brasileira, um padre acaba de batizar um índio e instrui o recém-convertido:

— Você não é mais o Acauã. Agora se chama José e não vai mais comer carne de caça na sexta-feira, apenas peixe.

O índio aceita a orientação sem protestar e vai para casa. No dia seguinte, justamente uma sexta-feira, o padre vai visitar o mais novo católico da aldeia e o encontra perto de uma fogueira atracado com um suculento pernil de capivara.

— Mas o que é isso, José?! — escandaliza-se o padre. — Eu não lhe disse que na sexta-feira você só pode comer peixe? Você está cometendo um pecado!

— José não pecar — retruca o índio com toda a tranquilidade, sem interromper a refeição.

— Como assim? — quis saber o padre.

— Simples. José pega capivara, derrama água e diz: “Agora você não capivara. Agora chama peixe”. Aí pronto.

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3 comentários em “Nada que um batismo não resolva

  1. Essa me lembrou da mulher que era caseira do padre lá de Jaguaruna…Que queria fazer picolé de cachaça para o Aderbal Santos vender (Deba).

    Lembro-me dela. Chamava-se Maurília.

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