Discussão sobre a teoria da lacuna e o terceiro aval da CPAD

A lição 2 da revista Lições Bíblicas deste último trimestre de 2015, comentada por Claudionor de Andrade, rendeu alguma discussão em torno da teoria da lacuna (ou do intervalo, ou do caos). Segundo essa teoria, os dois primeiros versículos de Gênesis remetem a uma terra mais antiga, habitada por anjos e talvez por hominídeos  e dinossauros. A terra que existe hoje passou a existir a partir do caos resultante da primeira, que foi destruída por Deus.

O comentarista não admite a teoria da lacuna em hipótese alguma, como escreveu também em sua coluna no CPADNews (leia aqui). Ele foi contestado pelo blogueiro assembleiano Daladier Lima, que não defende a teoria propriamente, porém a admite (leia aqui). O blogueiro também faz uma análise ponto por ponto do artigo que o comentarista publicou no portal de notícias da editora (leia aqui). Em seus argumentos, Daladier cita duas obras que dão aval à teoria e que foram publicadas pela própria CPAD: O plano divino através dos séculos, de Lawrence Olson, e a Bíblia de estudo Dake, que teve a sua publicação suspensa.

Sabemos que a CPAD tem em seu catálogo obras de autores não assembleianos, e algumas até apresentam conteúdo conflitante com a doutrina assembleiana. É uma política assumida conscientemente pela Casa, é claro, mas por ser uma editora confessional a questão do aval é sempre importante. Por isso, venho aqui apenas para lembrar um terceiro livro da CPAD que também defende a teoria da lacuna: Notas sobre o Gênesis, de Armando Chaves Cohen, publicado em 1981. Extraio da página 19 este trecho:

Notas sobre o Gênesis“E a terra era sem forma e vazia…”, Gn 1.2. Mas Isaías diz: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada. Eu sou o Senhor e não há outro”, Is 45.18. Parece que há contradição entre esses textos sagrados, mas, na verdade, há apenas a mais o vazio que Deus não quis revelar a Moisés, e que compreende o espaço entre a criação da primitiva terra e a recriação do mundo em que vivemos. Continuando a ler Isaías, vemos: “Eis que o Senhor esvazia a Terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores”, Is 24.1. Houve, portanto, uma desolação e a superfície da Terra foi transformada em caos e dispersos foram seus primitivos moradores. Entende-se aí que a Terra criada “no princípio” era habitada. E, afirma alguém, os seus habitantes eram anjos, baseando-se em Jd v. 6.

Só para constar.

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2 comentários em “Discussão sobre a teoria da lacuna e o terceiro aval da CPAD

  1. Irmão Judson, sugiro aos que quiserem conhecer a teoria do intervalo com seus argumentos, a leitura do livro “As Eras Mais Primitivas da Terra”, de G.H.Pember. Nele o autor nos convida a explorar as possibilidades que encontram eco em diversas passagens das Escrituras Sagradas, com a cautela que o assunto merece. Pode encontrá-lo na loja da Editora dos Clássicos: http://www.editoradosclassicos.com.br/alimento-solido/22-as-eras-mais-primitivas-da-terra-tomo-i.html
    Abraço fraterno.

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