Três corações (reedição)

Heart in a TinFrase do seriado Dexter (um serial killer que matava bandidos que fugiam das malhas da lei): “Todos nós temos a nossa vida pública, a nossa vida privada e a nossa vida secreta”. Lembra um ditado japonês que li em Xógum, de James Clavell: “O homem tem três corações: um para mostrar à sociedade, outro para mostrar à família e um terceiro, escondido, que só ele conhece”.

É natural, quando se fala em vida secreta, pensarmos em sordidez. Mas, apesar de todos nós termos alguma plaquinha de menção desonrosa enfiada na gaveta, podemos também ter virtudes ocultas, às vezes por sermos incompreendidos, às vezes porque não transparecem mesmo.

Na vida pública e na vida privada, são necessários alguns filtros, impostos pelas convenções sociais e pelas leis da convivência, portanto a vida secreta é a mais autêntica.

Creio que o processo divino de transformar o ser humano em “nova criatura” se concentra nesse terceiro coração, por isso as fraquezas humanas podem repousar sobre uma base de virtudes. É o que faz a diferença entre o bom (por concessão divina) e o mau (por condição congênita).

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