Meditações ao acaso: Jó 13.15

Já me perguntei, sim, se Deus é realidade ou mera projeção da mente finita. Se o céu não é um conceito semelhante ao de Matrix, a dura realidade de uma vida sem sentido aliviada com fantasia. Se vale a pena insistir no bem ou se é melhor mandar o mundo às favas. Se vale o esforço jamais reconhecido ou a integridade que ninguém percebe. Aí me lembro que nem um simples copo de vidro é produzido sem uma inteligência superior, que certos acontecimentos em minha vida fogem ao campo das coincidências e que em meu interior um testemunho inaudível, mas incontestável, garante que estou no rumo certo, a despeito de tudo à minha volta gritar o contrário. Jó, o ícone do sofrimento incompreensível, declarou: “Ainda que ele me mate, nele esperarei”. E então me pego esperando. Não sei o quê, mas espero.

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