Lições Bíblicas: “Ofertas pacíficas para um Deus de paz”

Lição 10 — 3.° trimestre de 2018

Se fôssemos escolher uma palavra-chave para a lição deste domingo, sem dúvida seria “gratidão”. Associada com o tema da oferta, a gratidão seria o louvor espontâneo a Deus, por tudo que ele é e, sim, por tudo que ele faz. Há um pensamento por aí de que devemos adorar a Deus apenas pelo que é, não pelo que ele faz, mas o sacrifício de Cristo foi um feito, não? E como entenderíamos os salmos 9, 52 e 139, só para citar alguns? Então, se quiser dar uma proveitosa, deixe as frases bobas de lado e mostre Deus como um ser ativo, que trabalha a nosso favor, e que lhe devemos gratidão por isso.

A excelência da oferta pacífica
Ação de graças. Aqui em Curitiba, existe o Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Fica bem defronte a um terminal de ônibus. Muitas vezes, enquanto aguardava minha condução, ficava lendo as faixas afixadas na cerca metálica que ladeia a entrada principal daquele templo católico. As faixas dizem todas praticamente a mesma coisa: “Agradeço à Nossa Senhora do Carmo pela graça alcançada”. Há pequenas variantes: “graças”, no plural, que são “recebidas”, em vez de “alcançadas”. Catolicices à parte, se estamos convencidos de que conquistamos algo por ação direta de Deus, é natural que sejamos agradecidos a ele por isso e manifestemos isso de alguma forma. Na congregação (ou mesmo nas redes sociais, como é comum agora), damos nosso testemunho. Mas o que a lição ensina, a meu ver, é que não precisamos aguardar um milagre ou um ato específico de Deus a nosso favor para sermos gratos. Olhemos para nossa vida, mesmo marcadas por sofrimentos, e teremos motivos para agradecer. Seja grato a Deus quando deparar com a foto de alguém que não tem braços. Ou quando lembrar de um amigo que está fazendo quimioterapia. Ou quando, apesar do chefe implicante, você tem um emprego que lhe permite sustentar a família. No mundo temos aflições, como Jesus disse, mas estamos cercados de motivos para agradecer a Deus.

Voto. A teologia da prosperidade é um acinte a esse princípio. Pastores sem escrúpulos, inclusive assembleianos, induzem o povo a entregar o dinheiro do aluguel em troca de supostas bênçãos, quando os votos na Bíblia seguem a ordem contrária: primeiro atende à pessoa que faz o voto (Gn 28.20-22 etc.), depois ela cumpre o que prometeu. Explique aos alunos que a inversão desse princípio é puro estelionato, basta saber o tipo de religioso que a propõe. Creio que o voto ainda é uma prática aceitável na era da graça, porque envolve fé.

Oferta movida. Por se tratar de oferecer ao senhor ” a parte mais excelente”, o princípio aqui é que devemos fazer sempre o melhor possível tendo Deus em vista. Talvez possamos associar esse tipo de oferta a Ec 9.10: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças”. Se fizermos o melhor para servir o próximo, estaremos fazendo o melhor para Deus. Concilie o conselho do Pregador com Mt 25.31-45, e poderá fazer uma boa aplicação. Também escrevi um artigo sobre o assunto (leia aqui).

It’s all, folks!

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