Lições Bíblicas: “A lâmpada arderá continuamente”

Lição 11 — 3.° trimestre de 2018

O universo era escuro, caótico. Então Deus disse: “Haja luz”. Após a Queda, a humanidade mergulhou em outro tipo de escuridão, a espiritual, até que “o povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2). Cristo veio esclarecer as coisas, veio desfazer a confusão que reinava num mundo sem esperança, onde todos estavam condenados, até mesmo os fiéis cumpridores da Lei — que não conseguiam cumpri-la, na verdade (Rm 3). Algo que vale a pena lembrar: a luz é mais forte que as trevas. A escuridão não consegue repelir a luz, não tem força para invadi-la. O contrário é que acontece: aonde quer que chegue a luz, a escuridão se dissipa. Esse é o nosso poder sobre o mundo, mas parece que desconhecemos a nossa força.

O candelabro de ouro
Uma curiosidade, apontada pelo Daladier Santos: “O castiçal que aparece na revista CPAD se refere ao Chanucá […], uma festa judaica, também conhecido como o Festival das luzes. “Chanucá” é uma palavra hebraica que significa “dedicação” ou “inauguração”. […] Esta festa tinha um candelabro de 9 braços. Ainda alguns judeus a comemoram como lembrança de sua independência pelos Macabeus. Portanto o candelabro que aparece na revista da CPAD está errado, pois o original do tabernáculo e o que está em Jerusalém em exposição tem sete braços”.

Jesus, a luz eterna e perfeita
Muito interessante a explicação de William Barclay, em seu comentário da passagem de Jo 8.12:

No entardecer do primeiro dia da festa [dos tabernáculos] havia uma cerimônia chamada a Iluminação do Templo. Desenvolvia-se no Pátio das mulheres. O pátio estava rodeado por profundas galerias, construídas para dar localização ao público. No centro do pátio se preparavam quatro grandes candelabros. Quando chegava o anoitecer se acendiam os candelabros e, conforme se contava, enviavam um resplendor tão patente por toda Jerusalém que todos os pátios da cidade ficavam iluminados por seu brilho. E depois, durante toda a noite, até que o cantar do galo na manhã seguinte, os homens mais destacados, mais sábios e mais santos de todo o Israel dançavam perante o Senhor e entoavam salmos de alegria e de louvor a Deus enquanto o povo os observava. De maneira que durante a festa dos tabernáculos o resplendor das luzes do templo iluminava a cidade e transpassava a escuridão de suas praças, pátios e ruas. O que Jesus diz é o seguinte: “Viram que o resplendor das luzes do templo atravessa a escuridão da noite. Eu sou a Luz do mundo e para o homem que me siga haverá luz, não só durante uma noite de festa, mas também durante todo o trajeto de sua vida. A luz do templo é brilhante, mas ao final se debilita e desaparece. Eu sou para os homens a luz que permanece para sempre.”

Mantendo a luz brilhando continuamente
As ações do justo são pequenas lâmpadas que tentam compensar a escuridão da noite, embora ele esteja ciente de que a rua ainda permanecerá na maior parte escura e assustadora. É como a história do sujeito que lança estrelas do mar de volta ao oceano: ele sabe que milhares de outras morrerão na praia, mas não aquelas. Acendemos uma lâmpada quando nos recusamos a prejudicar alguém, quando denunciamos o mal ou mesmo quando o sofremos sem culpa. A justiça brilha nos que fazem leis justas e nos que se recusam a cumprir leis injustas e entre os que continuam pobres ou anônimos por não se venderem. É assim que tornamos a rua um pouco mais iluminada.

Lembre os alunos de que o mundo só conhecerá a justiça plena quando Cristo reinar neste mundo e todas as sombras fugirem ao brilho abrangente do Sol divino. A justiça é o estado final das coisas, e só Deus poderá implantá-la no mundo de modo definitivo. As notícias que margeiam a barra de rolagem de um único site bastam para nos convencer disso. O mundo está cada vez mais tortuoso e jamais encontrará sozinho a retidão. Assim, enquanto o Sol não brilha, resta ao crente alegrar-se no fato de ser justo e orgulhar-se de pelo menos contribuir para que a grande rua deste mundo não mergulhe na escuridão total.

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