Lições Bíblicas: “Os pães da proposição”

Lição 12 — 3.° trimestre de 2018

A lição utiliza-se dos pães da proposição para destacar dois símbolos do pão nas Escrituras: a Palavra de Deus; Jesus, como “o pão que desceu do céu”.

Os pães da proposição
Para esta seção, destaco a explicação da Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia, de Russell Norman Champlin e João Marques Bentes:

Ao falar sobre os pães da proposição, entretanto, as Escrituras utilizam-se de quatro descrições designativas distintas, no Antigo Testamento: 1. “pães da proposição” [Êx 25.30]; 2. “doze pães” [Lv 24.5-7]; 3. “mesa da proposição” (Nm 4.7); e 4. “pão contínuo da proposição” [2Cr 2.4]. A primeira dessas designações fala sobre o “pão da face” ou “pão da presença”. Há um paralelo na expressão assíria akalpanu. A segunda dessas designações refere-se ao pão como um memorial. A terceira, ao pão como uma exposição permanente. E a quarta dessas expressões como um arranjo ou arrumação, ou seja, sobre a mesa onde aqueles pães ficavam expostos. Essa variedade de nomes, aplicada aos pães da proposição, indica a importância que esses pães tinham, dentro do cerimonial do tabernáculo e do templo de Jerusalém.

A Palavra de Deus, o pão da vida
A expressão “o pão da vida” é atribuída a Jesus na Bíblia (veja Jo 6.35, na Leitura diária”). Seu uso aqui pode gerar alguma confusão, mas é também aplicável ao fato de a Palavra ser o nosso alimento espiritual e, portanto, o que nos mantém vivos espiritualmente. Sugiro a consulta a comentários sobre o salmo 119. Você poderá extrair e repassar aos alunos interessantes aspectos da influência e dos benefícios das Escrituras em nossa vida. O autor menciona a resposta de Jesus a Satanás durante a tentação no deserto (baseada em Dt 8.3). Isso fala não só de sustento, mas também do estabelecimento de prioridades na vida cristã. Então, vamos lá:

A recusa de Cristo em transformar pedras em pães para se alimentar pode ser explicada de maneira simples. Se na hora em que estivermos almoçando o nosso filho sofrer um acidente, não há dúvidas de que vamos nos levantar imediatamente da mesa e correr para o hospital. Só voltaremos a pensar em comida quando situação se acalmar. A satisfação de uma necessidade legítima fica em segundo plano quando algo mais importante está em pauta. Foi por isso que o escravo de Abraão se recusou a comer antes de resolver a questão do casamento de Isaque. Jesus pensava da mesma maneira.

A luta espiritual no deserto era tão intensa que Jesus não dispensou ao corpo um segundo de atenção além do necessário. Com certeza, ele não queria se distrair na luta contra o seu perigoso oponente, porque o propósito da tentação, como se sabe, era minar as bases de seu ministério. Ceder à tentação da satisfação pessoal naquela hora, ainda que tal ato fosse justificável, seria comprometedor  para o seu ministério porque a ideia era que o Filho do Homem prestasse serviço à humanidade, e não o contrário. Transformar pedras em pão no momento sugerido por Satanás (que seria o pior momento, alguém duvida?) significaria desprezar algo que era prioridade na missão.

Jesus Cristo, o pão que desceu do céu
Você pode estabelecer uma relação entre Jesus, como “o pão que desceu do céu” e o maná, que sustentou os israelitas no deserto (Êx 16; faça um paralelo com Jo 6.41-58). Como auxílio, o comentário de  William Hendriksen, em seu  Comentário do Novo Testamento, sobre a passagem de João (grifos do original):

Para o contraste entre o “pão comum e o maná do céu”, cuja antítese os judeus tinham proposto, Jesus ofereceu um contraste ainda melhor: O “pão” (maná), considerado como um tipo, versus o pão verdadeiro, “Eu mesmo”, o Antítipo. […]  A maior objeção dos judeus foi à declaração de Cristo a respeito de si mesmo […]. Portanto, lemos, porque dissera: Eu (mesmo) sou o pão que desceu do céu. Ele mesmo, e não o maná que fora dado a seus ancestrais, era o verdadeiro pão que, tanto sustentava quanto dava vida. […]  Note: o crente “tem”, aqui e agora, a vida eterna. Esta vida é dom de Jesus, como o “pão da vida”. Conseqüentemente, este pensamento se repete: Eu sou o pão da vida [cf. 6.35). Este pão faz o que nenhum outro pão, nem mesmo o maná, fez ou é capaz de fazer: ele concede e sustenta a vida, banindo a morte. Ele confere e sustém a vida espiritual, banindo a morte espiritual. Entretanto, ele também afeta o corpo, ressuscitando-o no último dia, para que seja conforme ao glorioso corpo daquele que é o Pão da vida (cf. Fp 3.21).

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