Morre Billy Graham

Billy GrahamMorreu na manhã desta quarta-feira, aos 99 anos, o evangelista Billy Graham. Ele estava em sua casa em Montreat, na Carolina do Norte (EUA). (O que se segue foi adaptado do site da CNN. Foto: Fox News.)

O pregador magro de voz poderosa evangelizou quase 215 milhões de pessoas ao longo de seis décadas e orou com cada presidente dos EUA desde Harry Truman. Vários presidentes, entre eles Lyndon Johnson, George W. Bush e Bill Clinton, buscaram o seu conselho espiritual.

A influência de Graham, dizem os historiadores, era monumental. Alguns o chamavam de “o pastor da América”. Outros se referiam a ele como “o papa protestante”.

De acordo com a Billy Graham Evangelistic Association, o evangelista levou mais de 3 milhões de pessoas a se converter ao cristianismo, e a sua pregação foi ouvida em 185 dos 195 países do mundo.

“Ele foi provavelmente o líder religioso mais importante de sua época. Não mais que um ou dois papas e talvez mais uma ou duas pessoas chegaram perto do que ele conseguiu”, disse William Martin, ex-historiador da Universidade Rice e autor do livro A Prophet with Honor: The Billy Graham Story (“Um profeta com honra: a história de Billy Graham”).

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Sertanejo editorial

Nomes de duplas sertanejas que poderiam ser inspirados no trabalho de edição de texto.

Cabeço & Rodapé

Gralha & Pastel

Órfã & Viúva

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Onomástico & Remissivo

Prefácio & Posfácio

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Fonte da imagem: http://www.cultseraridades.com.br.

Breves notas sobre as palavras de Jesus: extratos da aula 1

Aos seus pais humanos/ As primeiras palavras 
Lucas 2.49, ARC

Os árabes diziam que com provérbios, isto é, com palavras, pode-se governar uma cidade. O evangelho de João apresenta Jesus como “o Verbo” (“a Palavra”). A dedução lógica é que as palavras de Cristo que penetravam os ouvidos de seus privilegiados ouvintes eram parte dele mesmo. E as palavras dele foram pronunciadas de várias formas: em parábolas (Mt 13), sermões (Mt 5—7), diálogos (Jo 3 e 4), revelações (Jo 1.48), orações (Jo 17; Mt 27.46), declarações sobre si mesmo (Jo 15.1), instruções sobre situações específicas (Mt 10.5-14), respostas a questionamentos ou a desafios (Mt 22.15ss) e palavras de poder (Mc 4.39).

Quando tinha 12 anos de idade, Jesus fez a sua primeira jornada a Jerusalém para participar da Páscoa, uma espécie de iniciação religiosa entre os judeus. Quando Maria e José retornavam para casa, deram pela falta do filho e foram encontrá-lo discutindo com os maiores mestres do Antigo Testamento. As primeiras palavras de Jesus registradas na Bíblia foram a resposta dele à reprimenda de seus pais humanos.

Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

  • A primeira frase de Jesus é uma pergunta retórica (aquela que se formula sem o objetivo ou a necessidade de uma resposta). Mas os pais de Jesus pareciam não entender o óbvio. Sua messianidade também era óbvia, mas também não foi entendida pela maioria ou foi simplesmente rejeitada (Jo 1.11).
  • A pergunta de Jesus poderia ser formulada assim: “Não sabiam que eu só poderia estar aqui?”. Os mestres religiosos da época reuniam-se no terraço do Templo no sábado e em ocasiões festivas em um mutirão pedagógico de ensino informal. Perguntas e respostas partiam tanto desses doutores quanto do povo, e o adolescente Jesus causava admiração pela sua inteligência e pelas suas respostas.
  • A incrível movimentação de pessoas vindas de toda parte do império, a majestade do Templo e o cheiro de carne assada não exerceram sobre ele maior fascínio sobre o jovem Jesus que as Escrituras. E a resposta-pergunta dele a Maria e José indica que essa predileção era nítida desde os  primeiro anos de vida dele. Ou deveria ser para eles. Como poderiam imaginá-lo em outro lugar?
  • Quem me conhece não ficará espantado de me ver numa livraria. Os livros fazem parte da minha vida desde a infância pré-escolar. Da mesma forma, o crente não deve fugir à sua “crentice”. Ela deve ser natural nele. Ninguém deve estranhar a sua devoção ou a sua opção pelos caminhos do evangelho neste mundo em que os sujos estão cada vez mais sujos. Se alguém “se perder” de você, deverá procurá-lo perto de algo que recenda a evangelho. E você deve estar lá.
  • Desde pequeno, Jesus tinha consciência de que viera ao mundo para tratar dos “negócios do Pai”. Em seu ministério terreno, seguiu à risca o plano traçado antes da encarnação, como se verá no decorrer deste estudo, em declarações como esta: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou a realizar a sua obra” (Jo 4.34). Como cidadão do céu de passagem por este mundo, mas não isento dele, temos de trabalhar, pagar contas, cuidar da família e lidar com problemas. Mas onde que estejamos, seja qual for a situação, devemos estar sempre cuidando dos negócios de nosso Pai. “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
  • A expressão “meu Pai” é uma forma de reconhecimento da própria divindade (como em Jo 5.17, o que lhe trouxe problemas). Depois que iniciou o seu ministério, essa convicção sempre esteve presente: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30); “Vou para meu Pai” (Jo 14.12). Ele começou e terminou a sua missão neste mundo fazendo menção ao Pai  (Lc 23.46).
  • Na Oração Sacerdotal, ele disse: “Como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós” (Jo 17.21). Não há como separar Deus e Cristo de nós. Em tudo que fazemos, bem ou mal, estamos tratando dos negócios do Pai. Assim, concluímos com outra pergunta retórica: “Você está fazendo isso bem ou mal?”.

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Medo de voar?

Altas aventuras

Algumas noites atrás, sonhei que a casa em que eu me encontrava ergueu-se do chão e iniciou uma viagem pelos ares, aparentemente sem controle (algo semelhante a Up: altas aventuras, imagino, já que não assisti ao filme). De início, senti medo ao ver montanhas, rios, florestas e paisagens urbanas se aproximarem perigosamente das janelas hermeticamente fechadas a cada voo rasante da minha habitação voadora.

Mas não demorei a perceber que não corria risco algum: estava apenas sendo contemplado com um passeio maravilhoso e seguro. Então o medo virou diversão.

Acho que é desta forma que devemos encarar cada nova fase da vida: superar o medo do desconhecido e então desfrutar o inusitado.

A vida em Cristo também promete “novidade de vida”, voos assustadores que se tornam maravilhosos quando descobrimos a segurança em Cristo. E, de igual modo, devemos encará-los sem medo e aproveitar a paisagem.