Lições Bíblicas: “O tempo da profecia de Daniel”

Lição 13 — 4.° trimestre de 2014

O capítulo 12 de Daniel é peculiar. Nele, o profeta “encerra as profecias a respeito dos tempos e dos acontecimentos da história universal, ao dar um salto para o desenlace final (v. 4,9,13), quando, então, haverá tempos de angústia como nunca antes (v. 1), e depois a ressurreição dos mortos e a glória eterna dos santos (v. 2,3)” (H. H. Halley).

O tempo da profecia (12.1)

Roy Swin explica:

O reino do Anticristo está em toda parte nas Escrituras retratado como uma crise do mal. As palavras de Gabriel sucintamente o descrevem como um tempo “quando a rebelião dos ímpios tiver chegado ao máximo” (8.23, NVI). Um tema recorrente nas Es­crituras é o ensino que um tempo de grande angústia será o clímax da era da rebeldia do homem contra Deus e conduzirá ao ponto culminante do Reino de Deus. Jeremias se refere ao “tempo da angústia para Jacó” (Jr 30.7). Jesus em seu discurso descreve esse tempo de angústia como “dias de vingança” (Lc 21.22) e “grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo […] nem tampouco haverá jamais” (Mt 24.21; Mc 13.19-20). A interpretação futurista [adotada pela AD] considera uma boa parte do livro de Apocalipse um retrato desse período, especialmente os capítulos 6—19.

Sobre a maldade generalizada dos últimos dias, leia o meu artigo:  Tempos difíceis — Os últimos dias.

Ressurreição e vida eterna (12.2-4)

Sobre a multiplicação da ciência (quantidade de informações), considere também a Opinião de Warren W. Wiersbe:

“Muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” não é uma referência ao avan­ço do ensino. Trata-se do estudo da Palavra de Deus nos últimos dias, especialmente o estudo das profecias. Amós 8.11,12 nos adverte de que virá um dia em que haverá grande anseio pela Palavra, e o povo correrá de um lado para o outro em busca da verdade, mas não a encontrará. Contudo, a promessa de Deus a Daniel é de que, nos últimos dias, seu povo crescerá no conheci­mento das Escrituras proféticas ao dedicar-se à Palavra de Deus. Alguns interpretam “esquadrinhar” como correr os olhos pelas páginas das Escrituras.

 A profecia foi selada (12.8-11)

Interessante a explicação de Joyce G. Baldwin sobre a prática antiga de selar documentos:

Encerra as palavras implica em guardá-las a salvo até o tempo em que elas forem necessárias, mais ou menos da mesma forma que um presente é guardado em secreto até o dia em que é dado. Sela o livro tem o duplo sentido de autenticar e preservar intacto (cf. Is 8.16; Jr 32.11,14). A referência de Jeremias é especialmente útil, porque mos­tra que a tabuinha sobre a qual a escritura da compra era gravada era co­locada dentro de um “envelope” de barro selado, no qual era sumariado o seu conteúdo. Este resumo era aberto e assim podia sei sujeito à falsi­ficação; se ele fosse questionado, então a cobertura de barro poderia ser quebrada para uma verificação dos fatos. Se pensamos em termos de um rolo de papiro, então duas cópias eram feitas, uma aberta e outra selada, lima implicação posterior de se selar um documento é que ele era guardado do conhecimento geral, tal como Isaías guardou o seu en­sino dentro dos limites do seu próprio círculo de discípulos (Is 8.16).

BIBLIOGRAFIA

Lições Bíblicas: “Um tipo do futuro Anticristo”

Lição 12 — 4.° trimestre de 2014

Nesta lição, “trataremos de um personagem que se destaca dentro da profecia de Daniel e envolve fatos que já acon­teceram e se cumpriram historicamente. O cumprimento dessas profecias fortalece a confiança e a credibilidade das visões e revelações de Daniel. Porém, o personagem que aparece é um dos últimos reis do Império Grego, chamado Antíoco Epifânio IV, da família dos ptolomeus, o qual será destacado pela crueldade e pelo desprezo às coisas sagradas. Ele aparece mais no final do capítulo 11” (Elienai Cabral).

Predições proféticas cumpridas com exatidão (11.2-20)

O autor dedica boa parte desta desta seção à pessoa de Alexandre, o Grande. Sugiro que você assista a este vídeo do History Channel sobre o Império Grego e sua influência:

Confira também o resumo biográfico nos sites WikipédiaHistorianet.

O caráter perverso de Antíoco Epifânio (11.21-35)

Se você tem uma Bíblia “católica”, leia o primeiro capítulo de 1Macabeus, que registra a transição do reinado de Alexandre, o Grande, para o reino dividido entre seus generais. Os versículos 41-64 falam da opressão que o judaísmo sofreu sob o governo de Antíoco Epifânio. Você também pode ler aqui. Sobre o caráter perverso de Antíoco e o cumprimento dessa profecia, Severino Pedro da Silva comenta:

Antíoco Epifânio após conquistar o que desejava seu coração, a única força que sempre lhe apresentava resistência era o Egito. Então, com astúcia (essa era, na maioria das vezes, sua arma pre­dileta), fingiu um “concerto” com o sobrinho de Ptolomeu Filopater, e depois deste tratado de paz (fingida), ele veio “caladamente como uma inundação” e tomou os “lugares
mais férteis da província”, e depois revoltou-se também contra o “príncipe do concerto” [Ptolomeu Filopater, na opinião de Silva]. […]  Tudo realmente aconteceu como predissera a profecia; Antíoco fez uma aliança com o monarca egípcio, mas sem a mínima intenção de observá-la, o que lhe seria inconve­niente, motivado que estava somente pelo desejo do seu próprio engrandecimento. Depois de ele ter ganho a inteira confiança de Ptolomeu Filopater, veio “caladamente” com pouca gente (para não despertar a atenção) e traiu a Ptolo­meu e sua gente. Nesta investida contra o reino do Sul (Egito), embora os seus colaboradores fossem pouca gente, ele teve êxito total, e penetrou nas fontes de riquezas do Egito; tudo ali foi despojado, sendo distribuído com aque­les que deram apoio à sua intervenção e astúcia. Josefo diz que ele teve planos, nesta sua investida, para tomar mais outras cidades lucrativas e subjugá-las. O Deus vivo, a quem tanto ele tinha desafiado, interveio contra a sua obstinada tirania. Ele porém, frustrado nesta aventura, saiu “caladamente” para tomar as províncias sujeitas ao gover­no de Ptolomeu Filopater, rei do Egito.

Antíoco Epifânio, tipo do Anticristo

O tipo é uma figura de linguagem importante na Bíblia. Existe até uma matéria que estuda esse assunto, a “tipologia bíblica”. Você pode utilizar esta definição do livro Hermenêutica, do curso ENSINAI, que escrevi para a AD de Curitiba:

Podemos definir tipo como uma personagem, elemento ou evento do Antigo Testamento historicamente verídico projetado por Deus para prefigurar outra personagem ou evento especificado no Novo Testamento, o qual corresponde e completa (eleva) o tipo. O tipo difere da alegoria por representar uma referência histórica concreta. O correspondente do tipo no Novo Testamento é denominado antítipo. […] Os elementos, personagens ou eventos do Antigo Testamento que têm o seu antítipo no Novo são todos reais. Nenhum tipo é imaginário. Todos consistiam de pessoas ou elementos que existiram ou de eventos que de fato aconteceram e foram testemunhados.

Assim, Antíoco é considerado um tipo porque foi uma pessoa real. Embora os livros canônicos não mencionem o seu nome (pelo menos não nos livros canônicos), não há dúvida de que ele é o cumprimento da profecia. Em suma, no Antigo Testamento esse rei é uma personagem histórica não nomeada e como tal veio a ser um tipo do Anticristo. O nome dele só aparece mais tarde, mas é um detalhe que não anula a regra de o tipo ter de constar necessariamente do Antigo Testamento.

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Lição 13 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

Lições Bíblicas: “O homem vestido de linho”

Lição 11 — 4.° trimestre de 2014

Apesar do título da lição, o tema do homem vestido de linho ocupa apenas um parágrafo, na seção II. Cuide para que as questões genéricas sobre os anjos não tomem tempo demais da aula e se transformem numa digressão. Na verdade, elas são até dispensáveis. Minha sugestão é que você desenvolva as semelhanças entre o homem vestido de linho e a visão de Cristo no Apocalipse e fale mais especificamente sobre Miguel e o príncipe da Pérsia.

Uma visão celestial (10.1-3)

Essa visão aconteceu quando  povo de Israel já regressava do exílio, mas Daniel permaneceu na Pérsia, como explica Antônio Neves de Mesquita:

No ano terceiro significa que Daniel […] continuou em Babilônia mesmo depois do exílio. Por que ele não veio com os seus compatriotas, junto a Zorobabel, não sabemos. Ele estava de tal modo identificado com as coisas em Babilônia que o seu zelo pela Santa Cidade não o impeliu a voltar. Nessa altura, três anos depois da primeira volta, ele sabia que os seus compatriotas estavam às voltas com a construção do templo, e isso lhe deveria tocar o coração sobremodo. Não parece que ele teria ficado em Babilônia para ajudar a resolver quaisquer dificuldades que surgissem, porque a situação política era de todo favorável aos judeus, e seria desnecessária qualquer interferência especial a seu favor. […] Daniel não se interessou em nos dar um relato da situação política do Estado, mas apenas das suas revelações. Para não perder a sua identidade com o seu povo, ele continua a usar o nome caldeu de Beltessazar. Com este nome ele continuaria a ser conhecido entre o povo, pois sabemos que muitos judeus não voltaram à sua terra, bem estabelecidos que estavam na nova pátria, com altos negócios, que os impossibilitaram de voltar, arriscando o certo pelo incerto. […] Por que Daniel não foi assistir à inauguração da casa do Senhor, pela qual ele tinha suspirado tanto? São coisas que vêm à nossa mente e que não têm resposta. As notícias seriam levadas a Daniel e ele saberia de tudo, mas, por motivos que ignoramos, declinou da viagem, que seria penosa para ele, pois agora estaria bem idoso. Nem agora voltara nem mais tarde, com a vinda de Neemias, quando tudo era favorável aos judeus. Tem parecido a alguns estudiosos que os negócios da Pérsia o prendiam demais, e ele não se sentia com ânimo de pedir dispensa para ir à sua terra. Pelo que tudo indica, lá ele foi sepultado e no último dia resplandecerá como estrela de primeira grandeza, com a ressurreição dos justos [Dn 12.3].

 A visão do homem vestido de linho (10.4,5)/ Daniel é confortado por um anjo (10.10-12)

Um reforço à ideia de que o homem vestido de linho é Jesus Cristo, no comentário de Roy E. Swim:

O que se segue é o desvendar de um Ser glorioso a Daniel que nos faz lembrar o que o Apóstolo João viu na ilha de Patmos (Ap 1.10-20). Ao lado do rio Hidéquel (Tigre), Daniel viu um homem vestido de linho. Ali em Patmos, João viu alguém semelhante a um Filho do Homem vestido até aos pés de uma veste comprida. Ambos estavam cingidos com ouro. Ambos brilhavam da cabeça aos pés com uma luz sobrenatural. Ambos tinham olhos como chamas que bri­lhavam e falavam como a voz de uma multidão. A Pessoa que João viu identificou-se da seguinte forma: “Sou Aquele que Vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre” (Ap 1.18). Quem poderia duvidar que Daniel viu em uma situação diferente o mesmo Ser, a Palavra Eterna?

Sobre o príncipe da Pérsia, estude os textos sugeridos pela Bíblia de estudo Dake:

Esse é o príncipe satânico ou governan­te do reino da Pérsia, aquele que dirige o reino da Pérsia, ou seja. Satanás, que é reconhecido nas Escrituras como sendo deus ou príncipe deste mundo, tendo usurpado o domínio do homem (Mt 4.8,9; 12.24-30; Jo 8.44; 12.31; 2 Co 4.4; Ef 2.2; 6.10-18; 1 Jo 3.8; Ap 12.7-12; 16.13- 16;20.1-10). Satanás possui demônios que são responsáveis por realizar sua vontade sobre as nações da terra. Ele procura atrapalhar os planos de Deus com relação ao cumprimento das profecias nos reinos do mundo. Deus também possui anjos que cumprem sua vontade e também fazem cumprir o que Ele profetizou com relação aos reinos des­te mundo (v. 11-21; 11.1; 12.1). Por isso, aconte­cem nos céus as guerras entre estes dois grupos (v. 13,20,21; 11.1; 12.1; Jd 9; Ap 12.7-12). Os bons e os maus espíritos influenciam e procuram fazer a vontade de seus senhores não somente sobre os governos deste mundo, mas também individualmente, sobre a vida de cada ser humano (Mt 18.10; 2Co 10.4-6; Ef 2.2; 6.10-18; Hb 1.14; Jd 9). Satanás em pessoa está ativo ao longo da linha, procurando derrotar os propósitos de Deus na vida de seus filhos (1Cr 21.1; Jó 1.6; 2.1; Zc 3.1; Mt 4.1-11; 2Co 4.4; Ef 2.2; 6.10-18; 1Jo 3.8; Ap 12.12).

A Bíblia menciona apenas dois nomes de anjos: Gabriel e Miguel, este chamado “arcanjo” em Jd 9 e “príncipe” no livro de Daniel. Mas o livro apócrifo de 1Enoque, citado por Judas, menciona além desses dois anjos outros cinco. A relação dos sete anjos é esta, no trecho do referido livro, citado por Merril C. Tenney (grifo meu):

Estes são os nomes dos santos anjos que vigiam: Uriel … que está sobre o mundo e sobre o Tártaro; Rafael … que está sobre os espíritos dos homens; Raguel … que cuida do mundo dos luminares; Miguel … colocado sobre a melhor parte da humanidade e sobre o caos; Saraqael … sobre os espíritos que pecaram no espírito; Gabriel … sobre o paraíso, sobre as serpentes e os querubins; Remiel … a quem Deus colocou sobre aqueles que ressusci­tam” (1 Enoque 20).

O mesmo Tenney traz as seguintes informações sobre Miguel:

[Miguel] quer dizer Quem é como Deus? Ele é um arcanjo (Dn 10.13.21; 12.1; Jd 9; Ap 12.7). A Bíblia também nomeia Gabriel como um anjo superior (Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,26). O livro apócrifo de Enoque nomeia Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel (9.1; 40.9) enumera sete arcanjos (20.1-7; cp. Tobias 12.15 [menciona Rafael]).  A própria Escritura chama Miguel de “arcanjo” (Jd 9) e fala do “arcanjo” (1Ts 4.16) mais nunca de “arcanjos”. Daniel claramente relaciona Miguel a Israel como príncipe e guardião dos destinos daquela nação (10.21; 12.1). Durante o “tempo de angús­tia” sem precedente de Israel (12.1; cp. Jr 30.7; Mt 24.21), ele estará ativo para o bem estar da nação, quando Satanás estiver procurando destruí-la (Ap 12.7ss). Isto parece ser durante início da última parte do período de tribulação (12.7).

Talvez surja a discussão sobre o endeusamento de Gabriel em certos grupos pentecostais, especialmente os que têm o hábito de “orar no monte”. Sobre esse assunto, sugiro que você leia o meu artigo “Gabriel, o Cristo alternativo” (leia aqui).

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Lição 12 (leia aqui).

BIBLIOGRAFIA

Lições Bíblicas: “As Setenta Semanas”

Lição 10 — 4.° trimestre de 2014

Este comentário de William MacDonald pode ser desenvolvido e usado como introdução:

[Daniel] confessa seu pecado e as iniquidades de seu povo (daí usar a primeira pessoa do plural) e pede que o Senhor cumpra suas promessas acerca de Jeru­salém e do povo de Judá. Em resposta às orações de Daniel, Deus lhe concede a revelação extremamente importante das “setenta semanas”, considerada a “es­pinha dorsal da profecia bíblica”. Daniel baseou suas petições no caráter de Deus (sua grandeza, temibilidade, fidelidade, justiça, mi­sericórdia e perdão) e em seus interesses (teu povo, tua cidade, teu santo monte, teu santuário).

Daniel intercede a Deus pelo seu povo (Dn 9.3-19)

Nesta seção, merece destaque o tema da confissão, como faz Severino Pedro da Silva:

A confissão é a expressão pública da fé. Enquanto o testemunho se dirige aos homens, a confissão dirige-se a Deus, num movimento espontâneo de gratidão e louvor. No Novo Testamento, a “confissão” possui três significados especiais: 1) Louvar ou celebrar. 2) Proclamar o Senhor e sua libertação. 3) Reconhecer as próprias cul­pas. Nessa parte da Bíblia, a palavra traduzida por “con­fessar” significa, inicialmente, “entrar em conciliação, concordar sobre uma base comum”. Daniel, o grande servo de Deus, não se sentia culpado, mas, mesmo assim, não se dava por justificado. (Ver Rm 8.33). Ainda no N.T., a confissão acompanha o ministério do Senhor Jesus Cristo (Lc 5.8; 19.8), e está em parábolas por Ele proferidas. (Veja Lucas 15). Acompanha também o ministério apostólico. (Ver Jo 20.23; At 19.18). Faz também parte das recomen­dações apostólicas (1 Jo 1.9; Tg 5.16).

Deus revela o futuro do seu povo (Dn 9.24-27)

Stanley M. Horton argumenta sobre o item d desta seção:

A maioria dos premilenistas, inclusive os dispensacionalistas e os não dispensacionalistas, identificam a Tribu­lação com a Septuagésima Semana (período de sete anos) de Daniel 9.27. Depois de o Messias ser “tirado” (Dn 9.26), “o povo do príncipe, que há de vir” destruiria a cidade de Jerusalém e o Templo. Essa profecia foi cumpri­da em 70 d.C, sendo os romanos o povo em pauta. O versículo seguinte (Dn 9.27) passa a falar de um governante que virá e fará um concerto com Israel, que ele mesmo violará depois de três anos e meio. Em seguida, ele há de se declarar o próprio Deus, proibindo a adoração ao Se­nhor (cf. 2Ts 2.4). Alguns supõem que a Septuagésima Semana deu-se ime­diatamente após a morte de Jesus. Mas os romanos não fizeram nenhuma aliança com Israel naquela ocasião. Nem Tito o fez no ano 70 d.C. A profecia também não foi cumpri­da nem os sinais que Jesus profetizou foram cumpridos na destruição de Jerusalém em 70 d.C. O Antigo Testamento, nas suas profecias, frequentemente dá um pulo por cima de toda a Era da Igreja. (Compare Zc 9.9,10 onde o v. 9 trata da Primeira Vinda de Cristo, ao passo que o fim do v. 10 pula adiante para sua Segunda Vinda, sem indicar o período interveniente). Não é, portanto, contrário à exegese sadia entender que a Septuagésima Semana de Daniel ainda está no futuro.

Os propósitos da Septuagésima Semana (Dn 9.27)

Confira a lista de Roy E. Swim quanto aos objetivos da Septuagésima Semana:

O ministério e o tempo do Messias (9.24-25). Alguns intérpretes limitam o escopo das setenta semanas ao povo de Israel, à terra da Palestina e à cidade de Jerusalém. Parece que para essa terra e esse povo há uma relevância especial nessa mensagem porque a primeira parte da frase diz: Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade (24). Mas, à medida que a mensagem se desen­volve, torna-se claro que essa frase tem uma conotação inclusiva e não exclusiva. O pla­no de Deus por meio do Messias é, de fato, para Israel, e os eventos da redenção ocorrem na Palestina e em Jerusalém. Mas na salvação de Israel está incluída a salvação de todos (Rm 11.1,11-12,25-26). Porque a salvação somente ocorre por meio de Cristo, quer seja judeu, quer gentio. […] Dentro da totalidade das sete semanas simbó­licas deve ocorrer uma obra completa de redenção. Parece que em relação ao tempo, essa obra se estenderá mesmo além das desolações, “até a consumação” (27), isto é, até o fim desse mundo. Além disso, visto que a chave dessa passagem é o Messias, é evidente que essa obra é a obra do Messias. Encontramos seis aspectos da obra de redenção do Messias no versículo 24: 1. Acabar com a transgressão. 2. Dar fim ao pecado. 3. Operar a reconciliação devido à iniquidade. 4. Trazer uma justiça eterna. 5. Selar a visão e a profecia. 6. Ungir o Santo dos santos.

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Lição 11 (aguarde).

BIBLIOGRAFIA