Presentinho: Historia de la filosofía griega (W. C. K. Guthrie)

Para quem gosta de filosofia e consegue se virar no espanhol, uma excelente obra do filósofo e historiador escocês William Keith Chambers Guthrie (1906-1981), a qual “não só enumera, classifica e analisa os filósofos, as escolas e as obras, como também os contextualiza devidamente para se entender melhor a progressão de ideias em cada momento histórico” (do site que disponibilizou a obra).

Aqui você pode baixar os seis volumes de uma vez. Tamanho 120,3 MB (RAR/ PDF).

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CGADB tem hoje eleição histórica

Hoje a CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil) vive um momento histórico. Por alguns motivos.

O primeiro é que o pastor José Wellington Bezerra da Costa, que há 29 anos vem se mantendo na presidência da instituição, está deixando o cargo, que ocupava desde maio de 1988. O motivo é a idade — ele está com 82 anos. Contudo, o plano é manter a liderança da entidade maior das Assembleias de Deus em família, porque o candidato da situação é o filho dele, Wellington Jr., de 63 anos.

Isso leva ao segundo motivo da importância histórica da eleição de hoje, que já está em andamento. Existe a possibilidade de essa hegemonia ser interrompida nesta data, embora não pelas alternativas da cédula de votação. O principal adversário é o pastor Samuel Câmara, que tentou derrotar os Wellington desde a década de 1990. O outro candidato é Cícero Tardim, da convenção paranaense, pouco conhecido no cenário nacional e considerado um azarão.

O terceiro motivo é que pela primeira vez a votação é online. Uma empresa, a Scytl do Brasil, foi contratada para gerenciar o voto eletrônico dos ministros assembleianos, responsável, entre outros serviços, pelo fornecimento de sistema eletrônico eleitoral via Internet, alocação de infraestrutura para sua execução, carga de dados e monitoramento das eleições eletrônicas. Para estar apto a votar, cada ministro deveria informar um e-mail e um telefone válido, e por um desses meios receberia a senha a partir do dia 10 de março deste ano.

No entanto, ao longo do processo foram detectadas inúmeras irregularidades, como inscrição de ministros mortos, desligados e inadimplentes e outras falhas gritantes, como e-mails e telefones inexistentes e duplicados, o que veio a resultar em mais de 10 mil inscrições suspeitas. Não bastasse isso, a candidatura de Wellington Jr. também foi contestada, por não ter se desligado em tempo hábil da função de presidente da Casa publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), como manda o estatuto .

Esses fatos deram início a uma verdadeira batalha de liminares e ações judiciais que, mesmo agora, com as eleições em pleno andamento, não parecem resolvidas. Há evidências de solene descumprimento das ordens judiciais por parte da CGADB e da Scytl. O espaço aqui não permite o registro de todos os detalhes dessa guerra de papel, mas o leitor poderá obter mais informações no blog do Daladier Lima, que fez uma excelente cobertura dos fatos e análises abalizadas, como conhecedor do assunto. Há notícias agora de que a própria eleição foi suspensa!

Enfim, não há dúvidas de que essa eleição vai passar passar para a história, mas não tanto por suas características inéditas. Acredito que ela será lembrada nos anais da denominação como a mais vergonhosa!

Estudo sobre as palavras de Jesus: extratos da aula 28

Introdução às bem-aventuranças
Mateus 5.1-12 (Lucas 6.20-23)

1. O que são as bem-aventuranças
“Bem-aventurança” é o que chamamos “felicidade”. O bem-aventurado, portanto, é uma pessoa feliz. A busca da felicidade é natural no ser humano. Onde quer que esteja, mesmo nas condições mais desfavoráveis, ele tentará uma vida melhor nesse ambiente. Com o seguidor de Cristo não é diferente, mas ele deve se amoldar ao conceito de felicidade ensinado pelo seu Mestre.
O mundo tem uma ideia distorcida de felicidade, baseada em posses externas. O “sermão da telinha”, aquela doutrinação inserida nas novelas, diz que você deve lutar pela sua felicidade indo atrás de quem você ama, mesmo que essa pessoa seja a mulher ou o marido de alguém. Alguns acham que serão felizes quando possuírem uma mansão com uma Ferrari na garagem. Mas ninguém será feliz apenas por possuir riquezas (1Tm 6.17) ou a mulher do próximo. O resultado costuma ser o oposto de felicidade (Ec 5.12). Até porque, no caminho dessas conquistas, geralmente são cometidos atos desonestos, cruéis e egoístas, que teriam a desaprovação de Jesus.
As bem-aventuranças são encontradas em toda a Bíblia. No Antigo Testamento, a expressão apontava para as qualidades que traziam bênçãos aos que eram fiéis a Jeová (Sl 1.1; 119.1-2; Pv 28.14). Essas bênçãos consistiam muitas vezes em bens materiais. Foi assim que Deus abençoou Abraão (Gn 24.1). O “moço rico” que se encontrou com Jesus (Mt 19.16-23) era tido como bem-aventurado pela sociedade da época. No Novo Testamento, as bem-aventuranças apontam para certas virtudes que mantêm o seguidor de Cristo num estado interior de felicidade, a despeito das circunstâncias.
Conquistas externas nunca farão ninguém feliz. Do contrário, Jesus não mandaria o moço rico se desfazer delas. Portanto, a verdadeira busca da felicidade consiste em cultivar as virtudes que Jesus relaciona nessa passagem. Ele nunca ordenará que você descarte essas virtudes para ser feliz.
As bem-aventuranças estão inseridas na abertura do Sermão do Monte (Mt 5—7) porque todas as atitudes que Jesus espera de seus seguidores, mencionadas no restante de sua prédica, estão relacionadas com elas

2. As virtudes que resultam nas bem-aventuranças
As qualidades mencionadas por Jesus devem ser cultivadas por todos os crentes. Convém observar que elas estão relacionadas às sete primeiras bem-aventuranças. AS duas últimas (perseguidos por causa da justiça e perseguidos por causa de Cristo) obviamente não são qualidades cultivadas, mas situações que também resultam em bem-aventuranças.
Essas virtudes devem ser cultivadas por todos os crentes ao mesmo. Todas devem se manifestar em conjunto na vida do seguidor de Jesus. Ele não espera que alguns sejam “limpos de coração”, e outros, “misericordiosos”. Por exemplo: é impossível conviver com a tristeza e a injustiça do mundo sem a qualidade da mansidão, pois quem não é manso tentará acabar com injustiça por meios errados. É assim que nascem os fanáticos e os terroristas, que também alegam corrigir injustiças.
A entrega a Cristo deve ser total (Mt 16.23; 1Ts 5.23). É claro que tais virtudes não irão se manifestar de maneira plena ou perfeitamente equilibrada no seguidor de Jesus. Cada pessoa tem a sua jornada no caminho da santificação. Contudo, elas estão interligadas e interdependentes: não podem ser desenvolvidas em separado. O Espírito Santo, que habita em nós, também nos ajuda e proporciona esse crescimento abrangente e equilibrado. Qualquer desequilíbrio será resultado de nossas limitações e imperfeições.

3. Diferença entre as virtudes que resultam nas bem-aventuranças e as tendências naturais do ser humano
Há pessoas que, por temperamento, parecem mansas, misericordiosas, pacificadoras. Mas são características naturais. Dessa maneira, é possível alguém se portar com mansidão, mas não ser misericordioso. O enfermeiro, por experiência profissional, pode ser misericordioso (mais propenso a cuidar sem julgar), mas não necessariamente um pacificador.
Essas qualidades naturais, inatas ou aprendidas, não fazem parte do conjunto de virtudes que formam uma personalidade espiritual. São manifestações isoladas, não fazem parte daquela entrega total que Jesus exige.
Para usar uma ilustração prosaica, a espiritualidade cresce como uma laranja, que desenvolve todos os gomos ao mesmo tempo (leia Gl 5.22). Você não vê um gomo brotando sozinho na laranjeira.

4. Diferença entre as virtudes que resultam nas bem-aventuranças e os dons espirituais
Os pentecostais e neopentecostais têm uma deficiência crônica no entendimento da espiritualidade. Em alguns desses ambientes eclesiásticos, a pessoa que tem um dom, como o de profecia, costuma ser considerada e mesmo se julgar mais espiritual que as outras. É como se a espiritualidade fosse um jogo de computador, e o dom, o equivalente à mudança de fase. Mas a verdade é que esses dons não tornam ninguém mais espiritual. A igreja de Corinto é o caso clássico dessa realidade (1Co 3.1-3; compare com 1.7).
Os dons espirituais vêm “de fora” e são concedidos individualmente (1Co 12.27-30). Há variedade de dons distribuídos pelo Espírito Santo a diferentes pessoas. Uma pessoa pode ter mais de um dom, mas esse não é o objetivo. Pode-se até dizer que o oposto é o mais desejado: pessoas com diferentes dons contribuindo para o bem do Corpo. A espiritualidade, por sua vez, vem de dentro e abrange todo o ser.

5. Os efeitos das virtudes
Outra característica das virtudes enumeradas por Jesus é que cada uma delas tem o seu efeito, que pode também ser considerado uma promessa: os mansos herdarão a terra; os misericordiosos alcançarão misericórdia. E assim por diante.
E cada promessa tem o seu cumprimento no tempo presente, mas também terá um cumprimento futuro. Por exemplo: os puros de coração verão a Deus. Isso significa que eles têm uma percepção maior da Divindade nesta vida e que o verão em sua plenitude na glória (Hb 12.14; 1Jo 3.2).
A verdadeira felicidade é alcançada pelos seguidores de Cristo nesta vida e mantida por toda a eternidade.

Palavra de Deus, palavra de homem (20)

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O Senhor perdoou o seu pecado; você não morrerá.

2SAMUEL 12.13 (NVI)

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O perdão não muda o passado, mas amplia o futuro.

                                                  PAUL BOESE, escritor norte-americano (1923-1976)