Breves conclusões sobre as Bem-Aventuranças

Contraditório? A riqueza espiritual reside na pobreza de espírito (sobre Mateus 5.3).

A sensibilidade decorrente da pobreza de espírito abre caminho para as demais virtudes bem-aventuradas (sobre Mateus 5.4).

Mansidão não é para os frouxos (sobre Mateus 5.5).

Ter sede de justiça implica rejeitar a tolerância burra (sobre Mateus 5.6).

Ser misericordioso começa por rasgar a lei do talião (sobre Mateus 5.7).

Não há pureza de coração sem visão clara do coração de Cristo (sobre Mateus 5.8).

A opção pela paz implica tentar unir certas pessoas, comungar com algumas e evitar outras (sobre Mateus 5.9).

Viver como Cristo quer faz da perseguição um bom sinal (sobre Mateus 5.10-11).

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Morre o cantor Feliciano Amaral

Feliciano AmaralMorreu hoje aos 97 anos aquele que, de acordo com o  Guiness Book, era o cantor há mais tempo em atividade no mundo: Feliciano Amaral. Ele também era conhecido como o primeiro cantor evangélico a lançar um disco no Brasil, no distante ano de 1948. Seu repertório consistia basicamente em hinos tradicionais. A causa da morte foi pneumonia e derrame pleural. No mês de maio, já havia corrido o boato de sua morte, desmentido pelo próprio cantor num vídeo gravado no Youtube.

Nunca tive a oportunidade de ouvi-lo pessoalmente, e só costumo noticiar a morte de pessoas com quem tive alguma interação, mas a importância de Feliciano Amaral não pode ser ignorada. Morreu um ícone da música evangélica brasileira.

Lições Bíblicas: “A beleza e a glória do culto levítico”

Lição 2 — 3.° trimestre de 2018

O texto desta lição descreve os primeiros atos de Arão como sumo sacerdote. Sugiro que você leia também o capítulo anterior (Lv 8), que registra todo o ritual da consagração de Arão e de seus filhos. Lembre os alunos de que o sistema sacrifical judaico, embora instituído por Deus, tinha prazo de validade. Deveria durar até o momento em que o Filho de Deus fosse oferecido como sacrifício “uma vez por todas” (Hb 10.1-18) pelos pecados da humanidade. Mais uma vez, o desafio do professor nesta lição será aplicar os elementos da liturgia levítica à adoração “em espírito e em verdade”, que é a que realmente importa (Jo  4.21-24).

O culto no Antigo Testamento
A “Leitura bíblica em classe faz várias referências a um dos principais elementos do culto judaico e das religiões antigas: o altar. A revista faz várias menções a esse objeto de culto, mas sem comentar em profundidade a sua presença nos cultos do do Antigo Testamento. Russel N. Champlin assim define o altar: ” Lugar de se entrar em contato com o poder divino ou com os mortos, por meio de um sacrifício e de oferendas. As religiões primitivas supunham que o altar de uma divindade seria o lugar onde ela manifestava a sua presença” (Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia). Como subsídio, cito parte do artigo de Stanley N. Gundry (Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã):

Havia dois tipos básicos de altares no AT. O primeiro era um altar sem formato nem materiais previstos, construído de terra e pedras. Em alguns casos, é declarado que o altar tomava esta forma e, em outros, o contexto sugere que era esta a forma. Este tipo de altar geralmente tinha um uso não sacerdotal, ou leigo. O segundo tipo tinha urna forma prescrita, e era feito ou de madeira e bronze, ou de madeira e ouro. Em especial, os dois altares associados com o tabernáculo e o seu serviço sacerdotal (e, depois, os altares do templo) seguiam padrões específicos e eram construídos por artífices habilidosos. […]  Não havia sacerdócio antes do Sinai, mas altares eram edificados e usados para a adoração de Deus pelos patriarcas. Deus mandou Moisés instruir o povo de Israel a respeito da construção e emprego apropriados de tais “altares leigos” (Êx 20.24-26).  […] As igrejas da tradição protestante reavivamentista têm ainda outro uso do termo “altar”. Naqueles grupos que ressaltam a importância da confissão pública de Cristo ou da dedicação pública da vida a Cristo, há um “convite ao altar” (para vir até à frente), no fim da maioria dos cultos públicos. Nesta ocasião as pessoas são convidadas a vir para a frente e, sacrificialmente, oferecer-se a Deus (no altar). Em tais casos, o chamado altar é um corrimão, um banco, ou simplesmente a primeira fileira de bancos. Na realidade, em alguns casos o altar pode ser mero modo de falar, sem se identificar com qualquer objeto específico. […] Refere-se ao lugar onde o indivíduo se oferece a Deus.

A verdade é que na era da graça a adoração “em espírito e em verdade” dispensa os altares físicos: nós mesmos somos agora “sacrifícios vivos” perante Deus. Sobre esse assunto, sugiro o meu artigo “Vida plena em casca de noz” ( leia aqui).

Elementos do culto levítico
Os elementos citados nesta seção não devem ser confundidos com a rotina dos cultos realizados em nossos templos hoje. À exceção das festas e do Dia da Expiação (Lv 16), o Tabernáculo tinha o seu expediente normal para receber ofertas e sacrifícios, nada semelhante às nossas reuniões de hoje. Os “cânticos”, por exemplo, só vieram a fazer parte do culto judaico no Templo, construído por Salomão séculos depois. A “exposição da Palavra” e a “leitura da Palavra” consistiam basicamente da leitura e explicação da Lei, mas apenas em ocasiões especiais. E não havia reuniões de oração em torno do Tabernáculo. Convém lembrar ainda que o judaísmo dos tempos de Cristo era bem diferente do que descreve o livro de Levítico. Sobre esse assunto, recomendo o livro À sombra do Templo, de Oskar Skarsanne (São Paulo: Vida, 2004).

Finalidades do culto levítico
Ressalte que essas finalidades já foram todas cumpridas, porque o Messias já veio. O culto cristão foi despido de todos os paramentos e rituais do judaísmo. Até mesmo o templo é desnecessário. A igreja é o povo que se reúne em determinado lugar. A presença de Deus não está em templo algum. A era dos “lugares consagrados” já passou. O Espírito Santo habita no interior do ser humano redimido. Exceto pelo batismo e pelas ordenanças do batismo e da ceia do Senhor, tudo o mais é dispensável. Nós somos o templo do Espírito santo. Os sacrifícios foram abolidos. Como dissemos no comentário da lição anterior, não devemos das às “sombras” o status de realidade.

Infelizmente, o culto cristão está cada vez mais retrocedendo à idade das “sombras”. E haja invencionice! Por isso, é provável que algum aluno levante a questão do “reteté” e afins. Sobre esse assunto, sugiro o meu artigo “O reteté e a regra paulina de culto” (leia aqui).

Presentinho: livro Amor, esperança e fé: uma antologia de citações (organizado por Sammis Reachers)

Amor, esperança e fé Amor, esperança e fé são as três principais virtudes cristãs, conforme arroladas pelo apóstolo Paulo em 1Coríntios 13, talvez o mais belo capítulo do Novo Testamento. Os católicos romanos chamam-nas “virtudes teologais”, que teriam sido infundidas por Deus no homem, e cuja ação é complementada pelas virtudes cardinais (prudência, justiça, fortaleza e temperança). Nesta breve seleta, estão reunidas 750 citações, 250 para cada  virtude, de autores cristãos (reformados e de outras vertentes) e mesmo de outras confissões religiosas (adaptado da Apresentação). Tamanho: 1,8 MB (PDF).

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