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Lições Bíblicas: “As orações dos santos no altar de ouro”

Lição 13 — 3.° trimestre de 2018

O incenso representando a oração dos santos é uma das mais belas simbologia da Bíblia. A oração nos dá acesso ao local mais inexpugnável do Universo, se considerarmos simples capacidade humana como recurso para chegar ao trono de Deus, já que até a sua imitação terrena, o Lugar Santíssimo, podia ser fatal para o ser humano. Mas temos no “Lugar Santo” do coração o altar de ouro de nossa intimidade com Deus, sobre o qual podemos oferecer o incenso de nossa gratidão, de nossas súplicas ou de qualquer outra expressão da alma que desejarmos levar ou elevar a Deus. O tema da oração é bem extenso, e é recomendável discorrer um pouco sobre ela, mas lembre-se de associá-lo ao seu lugar/momento.

O Lugar Santíssimo
Penso que um título mais apropriado a esta seção seria “O altar de ouro” ou “O altar do incenso”, e com maior ênfase a este, porque é do altar (lugar) e do incenso (oração) que se vai falar. Naturalmente, a sua associação com o Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos) é indispensável no tema em estudo. Lembre os alunos de que a “cerimônia” mencionada aqui diz respeito ao Dia da Expiação (Lv 16), que nem é mencionado no comentário. Hoje não precisamos de dias especiais nem da mediação de terceiros, pois temos livre acesso a Deus (Hb 4.16), depois que o véu da separação foi rasgado literal e figuradamente com a morte de Cristo (Mt 27.51). Algumas curiosidades sobre esse véu, da Enciclopédia da Bíblia Cultura Cristã, de Merril C. Tenney:

É provável que a cortina fosse bastante grossa para combinar com seu grande tamanho. Atrás do véu estava a Arca do testemunho com o propiciatório posto sobre ela. À sua frente ficavam a mesa dos pães da proposição, o altar do incenso, e o candeeiro de sete pontas. As vezes era chamado “o véu do reposteiro” (Êx 39.34) para distingui-lo do anteparo da porta do Tabernáculo […]. Só ao sumo sacerdote era permitido entrar além do véu, e isto apenas um dia em cada ano — o dia da Expiação (Lv 16.2ss.; Nm 18.7; Hb 9.7). Foram dadas instruções para a retirada do véu, quando o Tabernáculo fosse movido (Nm 4.5). Somente uma vez é feita menção ao véu no Templo de Salomão (2Cr 3.14). O véu do segundo Templo é citado em 1  Macabeus 1.22 como parte do Templo por profanação de Antíoco. Josefo registra  que, quando Pompeu conquistou Jerusalém e entrou no Templo (63 a.C.), o lugar estava vazio e o santuário secreto não continha nada. Durante a crucificação de Jesus (Lc 23.45), ou no momento da sua morte (Mt 27.51; Mc 15.38) e na ocasião em que os sacerdotes estavam ocupados com o sacrifício noturno, o véu do Templo foi rasgado em dois, de cima para baixo, expondo o Santo de Santos, simbolizando que Jesus, como o Sumo Sacerdote que tinha autoridade para entrar no Lugar mais Santo (Hb 6.19,20; 9.11,12), havia aberto o caminho para todos os crentes entrarem na presença de Deus por meio da sua carne, simbolizada pelo véu (10.19,20).

As orações dos santos

Do Comentário bíblico, de Warren W. Wiersbe (sobre Sl 141.1-2):

Davi era um homem de discernimento espiritual e sabia que poderia orar e adorar a Deus mesmo quando estava afastado do santuário e não havia sacerdote para assisti-lo [Sl 40.6-8; 50.8, 9; 51.16-17; Is 1.11-17; Jr 7.22, 23; Os 6.6; Mq 6.6-8; Mc 12.32-33]. No final de cada dia, um sacerdote israelita oferecia um holocausto no altar de bronze e queimava incenso no altar de ouro, mas Deus aceitou a oração e as mãos levantadas de Davi. O incenso costumava ser incluído no holocausto [ver Êx 30.1-10,34-38; Lv 2.2] e é uma imagem da oração subindo ao Senhor [Ap 5.8; 8.4). As mãos de Davi estavam vazias, mas seu coração estava cheio de amor pelo Senhor e de fé em suas promessas. Tanto Esdras (Ed 9) quanto Daniel (Dn 9) oravam no horário em que eram oferecidos os sacrifícios do final do dia. Depois da construção do segundo templo, este salmo passou a ser lido na oferta dos sacrifícios do final do dia e no momento em que as lâmpadas eram acesas no lugar santo. 2. “Guardarei meu coração do pecado” [Sl 141.3-4]. Para Davi, era extremamente tentador agir como o inimigo, mas ele sabia que isso era errado. Uma vez que o estavam difamando, por que não fazer o mesmo? Porém, o problema estava em seu coração, não em sua boca, de modo que orou pedindo um cora­ção que não se mostrasse propenso a aprovar os pecados deles e imitá-los [Pv 4.23]. Davi descreve sua tentação como “comer das iguarias” do inimigo [ver Pv 4.14-17]. Quando paramos de crer e começamos a tramar, quando perguntamos: “Como posso sair dessa situação?” em vez de: “O que posso aprender com essa situação?”, os tempos de provação tornam-se tempos de tentação.

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Deus sempre tem tempo para você (reedição)

Já tive de esperar horas para falar com determinadas pessoas. Algumas nem eram tão importantes — apenas queriam me convencer disso. Mesmo no dia a dia, deparamos o tempo todo com alguma indisponibilidade de tempo. A espera no balcão da lanchonete, que só faz aumentar a nossa fome. A fila no banco. O chá de cadeira no pronto-socorro. O pastor que viajou e só volta semana que vem. O telefone ocupado.

Temos de esperar a nossa vez, porque as pessoas que nos atendem também são limitadas. Uma pessoa é atendida por vez, e essa pessoa pode resolver tudo em um minuto ou prolongar a nossa agonia em uma hora. Você não gostaria de estar numa fila sob o sol do deserto para ter uma audiência com Moisés. Penso que no fim do dia muitos israelitas tinham as suas questões resolvidas mais pelo humor daquele grande líder do que pela justiça.

Felizmente, a onisciência e a onipresença de Deus tornam as filas impossíveis e a espera uma ficção. Ele está disponível a todos o tempo todo. Ele nunca diz: “Próximo!”. A agenda dele só tem uma linha, e a data é sempre a de hoje.

Você pode se aproximar a qualquer hora, porque é impossível interrompê-lo. Há sempre uma cadeira vazia diante da escrivaninha dele, e ele está sempre ali, à sua disposição. Leve o tempo que quiser, porque ninguém interromperá vocês, da mesma forma que ninguém terá de ficar esperando.

Em vez disso, é bem possível que ele gentilmente observe que você não tem aparecido com muita frequência…

Oração ao Jesus Amado

No início da década de 1980, parte da juventude de nossa congregação em Joinville (SC) foi participar de um evento na cidade de Cianorte (PR). Assim que o ônibus partiu, dois jovens foram escalados para orar pela viagem.

O primeiro começou a sua oração, e logo alguns de nós começaram a prestar mais atenção ao que ele dizia. Não por reverência, mas porque percebemos que ele intercalava cada frase curta com o vocativo “Jesus amado”, mais ou menos assim:

— Estamos aqui, Jesus amado… Porque, Jesus amado… Te pedimos, Jesus amado…

A solenidade do momento se desfez como a fumaça do escapamento ônibus.  Então, depois de ouvirmos duas dezenas de menções ao Jesus Amado, o segundo jovem começou começou a orar:

— Jesus amado…

As frases mais curtas contêm as melhores orações

Tenho questionado as minhas orações que nos últimos meses devem ter soado breves e repetitivas na sala de audição de Deus. Até que, revendo antigos trabalhos, deparei com esta história (re)contada por Richard J. Foster no livro Oração (traduzido por esta ovelhinha). Fiquei menos desconfiado de mim mesmo.

Leon Tolstói conta a história de três eremitas que viviam numa ilha, cuja oração de intimidade e amor era tão simples quanto eles: “Nós somos três; tu és três. Tenha misericórdia de nós. Amém”. Milagres às vezes aconteciam quando eles oravam dessa maneira.

Um bispo, ouvindo falar daqueles eremitas, concluiu que eles precisavam aprender algo mais sobre oração. Então foi visitá-los na pequena ilha. Depois de instruir os monges, içou as velas e começou a viagem de volta para o continente, satisfeito por haver trazido luz à alma daqueles homens simples.

De repente, olhou na direção da popa do barco e viu uma enorme esfera luminosa deslizando no oceano. Ela foi se aproximando cada vez mais, até que ele percebeu que eram os três eremitas correndo sobre as águas. Depois que subiram a bordo, disseram ao bispo:

— Desculpe, mas já nos esquecemos de algumas coisas que o senhor ensinou. Poderia, por favor, nos ensinar de novo?

O bispo sacudiu a cabeça e replicou mansamente:

— Esqueçam tudo que eu ensinei e continuem a orar como antes.

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